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Estudos de caso

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Automação robotizada na soldagem de máquinas agrícolas

A AGCO implementou células robotizadas em sua fábrica no Rio Grande do Sul para otimizar a segurança na produção de plantadeiras.

  www.agcocorp.com
Automação robotizada na soldagem de máquinas agrícolas

A AGCO, fabricante de equipamentos agrícolas, opera uma unidade em Ibirubá, no Rio Grande do Sul, dedicada à produção de plantadeiras. O processo tradicional de fabricação envolvia atividades manuais com alta exigência física e ergonômica, especialmente nas etapas de soldagem, prensagem e movimentação de cargas. Com o objetivo de aprimorar a segurança operacional, a empresa buscou reestruturar suas linhas de montagem para reduzir a exposição direta dos colaboradores a riscos industriais. A meta da companhia era adotar uma estratégia de prevenção ampla, mapeando situações de risco nos processos existentes e integrando requisitos rigorosos de ergonomia desde a fase de desenvolvimento de novos projetos.

Implementação de células robotizadas e sistemas automatizados
Para solucionar os desafios ergonômicos, a fabricante integrou células robotizadas fechadas para a execução de etapas de soldagem em componentes do chassi, estruturas de sustentação dos tanques e linhas de plantio. Durante a operação, o trabalhador posiciona as peças em uma mesa, aciona o sistema e monitora o funcionamento através de painéis externos. A célula automatizada realiza o fechamento dos cilindros e grampos de fixação, posiciona a peça e executa a solda de forma autônoma. A mesma arquitetura tecnológica foi aplicada em outras áreas produtivas, utilizando braços robóticos para a alimentação de células de prensagem de cubos e movimentação de componentes na montagem de discos. Adicionalmente, as operações de jateamento e lavagem na linha de pintura foram transferidas para ambientes fechados com transportadores contínuos, enquanto o maquinário de corte a laser passou a contar com sistemas automáticos de carga e descarga de chapas de aço.

Redução de riscos operacionais e proteção ergonômica
A transição tecnológica evitou a exposição direta de cerca de 20 trabalhadores aos riscos inerentes à atividade de soldagem e reduziu significativamente os esforços físicos repetitivos. Nos processos que permaneceram manuais, a empresa introduziu dispositivos mecânicos de elevação e giro para facilitar o posicionamento das peças e evitar posturas inadequadas. Dieilon Martins da Silva, engenheiro de manufatura da AGCO, destaca os critérios técnicos da mudança: "A decisão de automatizar um processo não está relacionada apenas à produtividade. Quando analisamos uma operação, também avaliamos exposição a riscos, repetitividade, esforço físico e ergonomia. Há atividades em que retirar o trabalhador da execução direta é a maneira mais eficaz de reduzir essa exposição". A segurança na manutenção também foi estruturada, com sistemas que restringem os movimentos dos robôs e exigem o bloqueio rigoroso das fontes de energia sempre que um operador precisa acessar o interior das células automatizadas.

Editado por Maria Brueva, editora da Induportals – adaptado por IA.

www.agcocorp.com

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