(CONTEÚDO DE MARCA) Net-zero transforma eficiência energética em estratégia para valorização dos edifícios
Digitalização, eletrificação e inteligência de dados ajudam a reduzir custos, aumentar a resiliência e preservar o apreço de ativos imobiliários no longo prazo.
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Por décadas, o preço de um empreendimento corporativo esteve associado principalmente à localização e ao custo de construção. Hoje, esse cenário não é mais o mesmo. A volatilidade dos preços de eletricidade, novas exigências de investidores e metas ambientais mais rigorosas fizeram da eficiência operacional um dos fatores fundamentais para preservar e ampliar o valor dos ativos imobiliários.
Nesse contexto, os edifícios do futuro combinam dados em tempo real, automação, internet das coisas (IoT), inteligência analítica e fontes renováveis para criar instalações mais sustentáveis, resilientes e eficientes. Essa integração torna possível otimizar a aplicação energética, aprimorar a experiência dos ocupantes e mitigar impactos ambientais, além de expandir a capacidade dos gestores de tomar decisões baseadas em informações precisas.
A Schneider Electric, líder global em tecnologia de energia, atua nessa transformação ao desenvolver soluções que conectam eletrificação, digitalização e gerenciamento inteligente de eletricidade para prédios comerciais e de infraestrutura. Por meio de plataformas como o EcoStruxure Building, a companhia permite orquestrar sistemas prediais, equipamentos elétricos e dados operacionais para melhorar o desempenho dos empreendimentos ao longo de todo o ciclo de vida.
A necessidade dessa evolução é impulsionada pelo peso do setor no consumo global de recursos. Segundo o Relatório de Status Global para Edifícios e Construção, produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Aliança Global para Edificações e Construção (GlobalABC), os prédios e a construção civil respondem por 37% das emissões globais de gases de efeito estufa e 28% do uso mundial de energia. Na prática, isso significa que ao redor de 30% da energia utilizada em imóveis desse porte são desperdiçadas.
“A modernização energética é uma oportunidade econômica. Sistemas inteligentes de gestão de eletricidade, microrredes e automação ajudam organizações a reduzir custos operacionais, aumentar a resiliência diante da volatilidade energética e atender às novas exigências regulatórias e de mercado”, afirma Patrícia Cavalcanti, vice-presidente de Digital Energy e Power Products da Schneider Electric para a América do Sul.
Essa mudança acompanha uma nova expectativa dos usuários e investidores. De acordo com o estudo “Sustainability is a Key Factor in Making Office Space Decisions”, da CBRE, 55% dos ocupantes entrevistados afirmam que certificações ambientais influenciam tanto a decisão de ocupar um edifício quanto o valor atribuído ao espaço. O levantamento também aponta que 57% das empresas participantes possuem metas públicas de emissões líquidas zero.
Exemplos internacionais demonstram o alcance dessa metodologia. O The Edge, em Amsterdã, na Holanda, dispõe de milhares de sensores IoT para operar com uma carga energética cerca de 70% menor que a de complexos corporativos convencionais. Já o retrofit do Empire State Building, em Nova York, nos Estados Unidos, diminuiu as despesas de eletricidade em 38% e gerou uma economia anual superior a US$ 4,4 milhões.
Outro exemplo é o IntenCity, edifício da Schneider Electric em Grenoble, na França. Com um consumo energético de 37 kWh/m²/ano, aproximadamente dez vezes inferior à média de edificações empresariais tradicionais europeias, o empreendimento une painéis fotovoltaicos, turbinas eólicas, automação preditiva e microrredes para gerenciar a demanda em tempo real e compartilhar excedentes do recurso.
“A experiência mostra que o caminho para instalações net-zero não está restrito a novas construções. A modernização de ativos existentes por meio de sensores conectados, softwares de monitoramento e sistemas inteligentes propicia a eliminação de desperdícios, o incremento da eficiência e o prolongamento do valor dos empreendimentos”, acrescenta Patrícia.
Para apoiar essa jornada, a Schneider Electric estrutura sua abordagem em três etapas: criar estratégias, digitalizar operações e descarbonizar ativos. Essa convergência entre tecnologia e gestão possibilita que empresas avancem rumo a prédios mais eficientes e estejam preparados para os desafios energéticos e alinhados às novas diretrizes de sustentabilidade.

