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Inteligência artificial avança na manutenção industrial
Melvin destaca o uso de inteligência artificial e análise de dados para reduzir falhas operacionais e ampliar a previsibilidade em ambientes industriais.
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Paradas não planejadas continuam entre os principais fatores de perda de produtividade na indústria global. Estudos do setor indicam que interrupções inesperadas em equipamentos industriais geram impactos financeiros significativos, especialmente em operações contínuas e ambientes de alta demanda produtiva.
Segundo estimativas da consultoria Deloitte, o downtime industrial representa aproximadamente US$ 50 bilhões anuais em perdas apenas nos Estados Unidos. Já análises da ABB apontam que grandes indústrias podem registrar prejuízos de até US$ 125 mil por hora de inatividade operacional.
No Brasil, onde parte relevante do parque industrial ainda apresenta baixo nível de digitalização, os impactos associados à manutenção corretiva tendem a ser ampliados. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a transformação digital ocorre de forma desigual entre diferentes segmentos industriais.
Nesse contexto, soluções baseadas em inteligência artificial, internet das coisas (IoT) e análise de dados começam a ampliar sua presença em operações industriais, especialmente em aplicações relacionadas à manutenção preditiva e monitoramento operacional.
Da manutenção reativa para modelos preditivos
A utilização de algoritmos de análise de dados permite identificar padrões operacionais, prever falhas potenciais e antecipar intervenções de manutenção antes da ocorrência de interrupções críticas. O objetivo é reduzir paradas inesperadas, ampliar a disponibilidade dos ativos e melhorar a previsibilidade operacional.
“A indústria ainda opera, em muitos casos, apagando incêndios. Quando uma máquina para, o prejuízo já aconteceu. O que a tecnologia permite agora é prever esse problema antes que ele aconteça”, afirma Igor Silveira.
Segundo a empresa, a manutenção baseada em dados também influencia diretamente eficiência operacional, custos de produção e capacidade de entrega industrial.
“Não se trata apenas de evitar a quebra de um equipamento, mas de garantir previsibilidade operacional. Isso impacta custo, produtividade e até a capacidade de entrega das empresas”, acrescenta Igor Silveira.
Outro movimento observado é a ampliação do acesso a tecnologias preditivas por pequenas e médias indústrias, anteriormente limitadas a grandes grupos industriais com maior capacidade de investimento em automação industrial e digital infrastructure.
Impactos financeiros e expansão internacional
De acordo com especialistas do setor, falhas não planejadas frequentemente geram impactos indiretos relacionados à perda de produtividade, atrasos logísticos e aumento de custos operacionais.
“Paradas não planejadas são um dos custos mais negligenciados da indústria. Muitas vezes, elas não aparecem de forma clara no balanço, mas corroem a margem e competitividade”, afirma Eymard Barroso.
A empresa participou da Hannover Messe 2026, evento internacional voltado a manufatura, automação industrial e digitalização. A edição reuniu empresas globais e teve o Brasil como país parceiro oficial.
Segundo a Melvin, a participação reforça o interesse internacional por soluções brasileiras voltadas à Indústria 4.0, especialmente em áreas como inteligência artificial aplicada à manutenção industrial, IoT e monitoramento de ativos.
“Quem conseguir traduzir tecnologia em resultado prático, redução de custo e aumento de eficiência vai liderar esse movimento”, conclui Eymard Barroso.
Editado por Maria Brueva, editora da Induportals – adaptado por IA.
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