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Infraestrutura elétrica limita digitalização industrial

Grupo Setta destaca que sistemas elétricos analógicos ainda restringem iniciativas de automação industrial, monitoramento remoto e estratégias associadas à Indústria 4.0.

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Infraestrutura elétrica limita digitalização industrial

Apesar do avanço da automação industrial e da digitalização de processos produtivos, parte significativa das plantas industriais brasileiras ainda opera com infraestrutura elétrica baseada em componentes analógicos. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aproximadamente 38% dos equipamentos industriais estão próximos ou acima do ciclo de vida recomendado pelos fabricantes, enquanto a idade média do parque fabril nacional é de cerca de 14 anos.

Esse cenário cria limitações para projetos de digital infrastructure e automação industrial, mesmo em fábricas que já utilizam robôs, controladores lógicos programáveis (CLPs) modernos e sistemas integrados de gestão. Em muitos casos, os equipamentos produtivos convivem com painéis elétricos, relés e disjuntores sem capacidade de comunicação digital ou coleta de dados operacionais.

Integração limitada entre operação e sistemas digitais
Embora os dispositivos analógicos continuem desempenhando funções de proteção elétrica e distribuição de energia, eles não fornecem informações operacionais em tempo real, registros de eventos ou recursos de monitoramento remoto. Isso dificulta a integração entre a infraestrutura elétrica e os sistemas digitais utilizados para supervisão industrial e análise operacional.

Sem acesso contínuo a dados da rede elétrica, aplicações relacionadas à manutenção preditiva, eficiência energética e monitoramento avançado enfrentam limitações operacionais. Sensores instalados em máquinas conseguem monitorar variáveis de processo, mas nem sempre conseguem correlacionar essas informações com o comportamento elétrico da instalação.

“Muitas empresas investem em software de gestão e em sensores de última geração, mas mantêm um quadro elétrico que não conversa com nada”, afirma Vinicius Dias. “Sem modernizar o cérebro elétrico da planta, a fábrica nunca será de fato inteligente.”

Impactos operacionais e estratégias de modernização
A ausência de conectividade em sistemas elétricos também afeta produtividade, manutenção e diagnóstico de falhas. Equipamentos antigos frequentemente dependem de inspeções presenciais e paradas programadas para verificação operacional. Em diversas situações, falhas só são identificadas após interrupções que impactam diretamente a produção.

A modernização dessas estruturas envolve a substituição gradual de componentes analógicos por dispositivos eletrônicos inteligentes, como disjuntores digitais, relés multifuncionais e medidores de qualidade de energia integrados a sistemas supervisórios.

Esses dispositivos permitem registrar e transmitir informações sobre consumo elétrico, oscilações de rede, falhas e condições operacionais em tempo real, ampliando a visibilidade sobre o desempenho da infraestrutura industrial.

Segundo especialistas do setor, a atualização pode ser realizada por meio de retrofits graduais, permitindo integrar tecnologias digitais à infraestrutura existente sem necessidade de substituição completa do parque instalado.

“A indústria que insiste em manter sua infraestrutura elétrica no passado vai descobrir que sua transformação digital encontra limites justamente nessa base operacional”, acrescenta Vinicius Dias. “A modernização dos painéis elétricos amplia previsibilidade operacional, reduz custos e cria a base necessária para operações industriais mais conectadas.”

Editado por Maria Brueva, editora da Induportals – adaptado por IA.

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