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Estudos de caso

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Autonomia operacional no controle de parques eólicos

A Energimp implementou soluções da Elipse Software com a Sustavi para assumir o controle direto de 242 aerogeradores no Brasil.

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Autonomia operacional no controle de parques eólicos

A Energimp opera cinco complexos eólicos distribuídos entre os estados do Ceará e de Santa Catarina, totalizando 15 parques, 242 aerogeradores e 363 MW de potência instalada. A operação dessas estruturas é supervisionada por um Centro de Operação da Geração (COG) e um centro de contingência. Anteriormente, o controle das turbinas ficava sob responsabilidade exclusiva do fabricante. O software utilizado pela empresa comunicava-se com o sistema SCADA do fornecedor via protocolo Modbus e permitia apenas o monitoramento passivo, sem capacidade de atuação direta sobre os equipamentos. Além disso, a comunicação apresentava instabilidade, exigindo reinicializações frequentes dos servidores, e qualquer ajuste técnico, como a inclusão de pontos de medição ou alteração de telas, dependia de intervenção externa.

Integração direta com controladores e gestão de dados
Com o objetivo de alcançar autonomia operacional e estabilidade, a geradora iniciou a primarização do seu sistema SCADA em parceria com a Sustavi Scada & Automation. O desafio técnico consistia em conectar a plataforma Elipse Power diretamente aos controladores Beckhoff TwinCAT instalados na base de cada turbina. Sem acesso ao sistema original do fabricante, a equipe de engenharia desenvolveu uma nova arquitetura de baixo para cima. A plataforma passou a se comunicar diretamente com os controladores lógicos programáveis pela rede N2, enviando os dados para o Centro de Operação através do protocolo IEC 60870-5-104. Adicionalmente, foi implementado o Elipse Plant Manager (EPM) para centralizar o banco de dados de histórico do processo, integrado à aplicação web EGPWEB, que disponibiliza alarmes e estados operacionais para dispositivos móveis das equipes de operação e manutenção sem expor a rede principal.

Controle ativo de potência e expansão do monitoramento
Após um ano de desenvolvimento, a empresa desativou o sistema do fabricante em janeiro de 2025 e passou a operar os 242 aerogeradores integralmente pela nova arquitetura. Além da supervisão, o centro de controle assumiu a execução direta de comandos para partir, parar e limitar a potência das máquinas, bem como o gerenciamento de alarmes e a visualização de curvas de potência das últimas 24 horas. Como retaguarda ao controlador central do fabricante, foi desenvolvida uma funcionalidade de controle de potência ativa, na qual o operador define o valor desejado para cada parque e o sistema distribui a carga igualmente entre as turbinas, agilizando a resposta em situações de contingência.

A reengenharia do sistema expandiu a capacidade de aquisição de dados, elevando o monitoramento de cada aerogerador de uma faixa de 30 a 40 pontos para quase 300 pontos supervisionados, o que fornece insumos analíticos para otimizar a geração elétrica. Victor Brito, gerente de engenharia da Energimp, destaca a independência técnica obtida na operação: "Ao instalar um sensor, tenho a liberdade para criar um ponto a mais no SCADA e desenvolver uma tela de monitoramento. Tenho a autonomia de um sistema próprio e posso modelá-lo da melhor forma possível para entregar o máximo ao nosso time de operação".

Editado por Maria Brueva, editora da Induportals – adaptado por IA.

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